Entre o trabalho e a vida: a escala 6x1, os movimentos sociais e a disputa pelo tempo de estudar e existir em [ Arena da praça de serviços]

Padrão
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Evento
Palestra
200
28/05/2026 13:00
28/05/2026 17:00
Evento acontece durante o dia todo
Dados do solicitante
Diretório central dos estudantes - DCE UFMG
UFMG
DIRETORIO CENTRAL DOS ESTUDANTES - DCE
Detalhes do evento

A proposta desta roda de conversa parte de um incômodo concreto e cotidiano: a sensação de que o tempo já não nos pertence. Em um contexto marcado pela intensificação do trabalho e pela naturalização de jornadas exaustivas — como a escala 6x1 —, a vida vai sendo comprimida entre obrigações, deslocamentos e cansaço. O que resta para estudar, refletir, participar politicamente ou simplesmente existir para além da lógica produtiva? Mais do que um arranjo técnico de organização do trabalho, a escala 6x1 revela uma disputa mais profunda: a disputa pelo tempo. Tempo que poderia ser dedicado à formação, ao convívio, ao descanso e à construção de si, mas que é constantemente capturado pelas exigências do mercado. Nesse cenário, o estudo — especialmente para estudantes trabalhadores — deixa de ser apenas um direito e passa a ser um exercício de resistência. A roda de conversa se propõe como um espaço horizontal de escuta e troca, reunindo estudantes, trabalhadores e sujeitos atravessados por essa realidade. A partir das experiências concretas dos participantes, busca-se refletir sobre como a organização do trabalho impacta diretamente as trajetórias educacionais, a permanência nos estudos e a própria possibilidade de pensar criticamente o mundo. Ao trazer os movimentos sociais para o centro do debate, o encontro também aponta para as formas coletivas de enfrentamento dessa lógica. Historicamente, foram esses movimentos que tensionaram as estruturas do trabalho, conquistando direitos e reivindicando melhores condições de vida. Discutir a escala 6x1, portanto, não é apenas falar de carga horária, mas de relações de poder, desigualdades sociais e da possibilidade de transformação. A questão que atravessa o debate é direta, mas profunda: quem pode estudar? Quem tem tempo para pensar? E, mais ainda, quem tem direito a uma vida que não seja reduzida ao trabalho? Assim, esta roda de conversa não busca oferecer respostas prontas, mas abrir fissuras — no cotidiano acelerado, nas certezas naturalizadas e nas formas como organizamos nossa vida. Pensar o tempo é, em última instância, pensar o tipo de sociedade que estamos construindo e aquelas que ainda podemos imaginar. 14h00 – Abertura e acolhimento Apresentação da proposta da roda de conversa e contextualização do tema. 14h20 – Roda de conversa e debate Discussão sobre a escala 6x1, os impactos do trabalho na vida e nos estudos, e a atuação dos movimentos sociais na luta por dignidade, permanência e direito ao tempo livre. 16h00 – Participação do público Espaço aberto para perguntas, relatos e troca de experiências. 16h40 – Encerramento Síntese do debate, encaminhamentos e agradecimentos. 17h00 – Finalização das atividades

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