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SUMMARY:II Congresso & V Workshop de Reabilitação\, Monitoramento e Cons
 ervação da Fauna Silvestre em [ Auditorio Nobre do CAD 1 - sem copa\, 
 saguão parcial Auditório B101/102 do CAD 3 (102 s/ ar condic) Auditório
  B106 do CAD 3 Auditório B107 do CAD 3]
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DESCRIPTION:<p>Título: II Congresso &amp\; V Workshop de Reabilitação\,
  Monitoramento e Conservação da Fauna Silvestre Detalhamento: O II Congr
 esso &amp\; V Workshop de Reabilitação\, Monitoramento e Conservação d
 a Fauna Silvestre (RMC 2026) busca integrar pesquisadores\, estudantes\, p
 rofissionais\, órgãos ambientais e a sociedade civil na discussão sobre
  os avanços e desafios da conservação da fauna silvestre. Assim como na
 s edições anteriores\, o evento se configura como um espaço multidiscip
 linar de diálogo e troca de conhecimentos\, fortalecendo a integração e
 ntre academia\, órgãos públicos e sociedade civil. Consolidado como fó
 rum nacional de referência\, o evento fortalece a inserção de Minas Ger
 ais no cenário científico da conservação\, ampliando a difusão de con
 hecimentos\, promovendo a formação de redes colaborativas e subsidiando 
 iniciativas inovadoras voltadas à proteção e ao manejo responsável da 
 fauna. Em sua nova edição\, o evento busca ampliar o impacto das discuss
 ões\, fortalecer redes de colaboração interdisciplinar e subsidiar inic
 iativas inovadoras para a proteção e o manejo responsável da fauna no B
 rasil. Público alvo: Estudantes e Profissionais de áreas diversas Quanti
 dade de pessoas: cerca de 500 pessoas</p>
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SUMMARY:Feira de Artesanato Assufemg em [ Entorno da Praca de Servicos]
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DESCRIPTION:<p>Para a Feira de Artesanato\, será necessário o empréstim
 o de 80 painéis.</p>
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SUMMARY:Seminário anual do Programa SE LIGA\,  Protagonismo Juvenil e Ide
 ntidade. em [ Auditorio A102 do Cad 2]
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DESCRIPTION:Programa Se Liga\, que tem por objetivo promover o acompanhame
 nto de adolescentes e jovens desligados do sistema socioeducativo\, especi
 ficamente das medidas de internação e semiliberdade. O Programa Se Liga 
 atua como elo entre a medida socioeducativa e a rede de proteção social\
 , permitindo ao seu público uma transição gradual e assistida para a vi
 da em liberdade\, promovendo o acesso à direitos e reduzindo a reincidên
 cia do ato infracional. \nEste programa se dá no âmbito da parceria entr
 e o Instituto Avante Social e a SEJUSP - Secretaria de Estado de Justiça 
 e Segurança Pública\, por meio da SUASE - Subsecretaria de Atendimento S
 ocioeducativo (Contrato de Gestão 14/2025).\n\n- Microfones e sistema de 
 som\;\n- Equipamentos para transmissão online\;\n- Mobiliário para mesa 
 de palestrantes (cadeiras\, mesas\, etc.\n- Mesas no saguão para o lanche
 \n\nÉ prevista a transmissão on-line do evento para as equipes do interi
 or do estado e também para o público que optar por este tipo de particip
 ação. \nAssim\, é prevista a articulação de informações técnicas e
 ntre a equipe do espaço e o time designado para promover esta transmissã
 o.
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SUMMARY:I Seminário Mineiro por um Mundo sem Prisões em [ Auditorio A104
  do Cad 2]
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DESCRIPTION:<p>O I Seminário Mineiro para um Mundo sem Prisões surge em 
 parceria entre a Universidade Federal de Juiz de Fora Campus Governador Va
 ladares (UFJF-GV) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)\, por me
 io dos grupos de pesquisa e extensão: Grupo Interdisciplinar de Pesquisas
  Infantojuvenis (GIPI/UFJF-GV)\, Laboratório de Estudos sobre Trabalho\, 
 Cárcere e Direitos Humanos (LabTrab/UFMG)\, Grupo de Pesquisa Ciências C
 riminais e Economia Política (CCEP/UFJF-GV) e Núcleo Interdisciplinar So
 ciedade e Encarceramento (Nise/UFJF-GV). Nesta primeira edição\, trazemo
 s o seguinte tema: “A radicalidade abolicionista na universidade: agenda
 s de pesquisa e intervenção”. Em um contexto de precarização general
 izada dos diversos âmbitos da vida\, questionamos sobre as possibilidades
  de construção de um conhecimento científico que se ancore na perspecti
 va de transformação radical da realidade. Como indica Cássio Hissa\, 
 “a desmobilização política e criativa decorre\, em grande medida\, da
  progressiva e potente inserção das práticas e das referências de merc
 ado nas estruturas sociais do mundo moderno e\, também\, nas estruturas a
 cadêmicas”. Na “universidade-fábrica”\, o conhecimento científico
  é fragmentado\, comprometido com a lógica da produtividade e da utilida
 de mercadológica. Nesse contexto\, o que reina é a exaustão e o incenti
 vo a práticas de ensino\, pesquisa e extensão que\, desesperançosas qua
 nto às possibilidades reais de mudanças no mundo\, se apressam para dar 
 respostas simples e fáceis. E\, mais do que mera consequência desses tem
 pos\, a produção de conhecimento científico acaba por legitimar a reali
 dade desoladora em que vivemos. Enfim\, vivemos tempos de crise que consti
 tuem a “tragédia cotidiana da vida no capitalismo”. E\, quando pensam
 os no contexto prisional\, essa tragédia parece se agravar\, pois\, como 
 diz Murilo Gaulês\, “as prisões são\, simultaneamente\, síntese e hi
 pérbole do capitalismo”. Nas prisões\, a barbárie é explícita: supe
 rlotação\, práticas de tortura\, alimentação insuficiente e estragada
 \, desproteção trabalhista\, falta de acesso a saúde\, educação e laz
 er. E os impactos das prisões transbordam as grades\, alcançando diretam
 ente os trabalhadores do sistema\, as famílias e os sobreviventes do cár
 cere. Parece senso comum que falar sobre prisões é\, ao mesmo tempo\, fa
 lar sobre propostas para resolver seus problemas. Nos últimos anos\, pesq
 uisadores(as) e militantes antiprisionais têm se voltado para o julgament
 o de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o sistema
  prisional brasileiro como Estado de Coisas Inconstitucional. Com isso\, r
 econheceu um contexto de violações sistemáticas e generalizadas de dire
 itos fundamentais. A partir disso\, determinou que fosse criado\, em níve
 l nacional e estadual\, o Plano Pena Justa\, que teria como objetivo super
 ar esse contexto. O Pena Justa\, então\, carrega uma promessa tão antiga
  quanto atual\, qual seja a de resolver os problemas prisionais. São prop
 ostas que\, apesar da aparência resolutiva\, se ancoram em bases que se r
 epetem. Ao não questionarem a própria existência e manutenção das pri
 sões\, se esforçam em propor reformas que servem\, na melhor das hipóte
 ses\, para manter as coisas como estão. A situação das prisões é tão
  ruim que é difícil se colocar de forma crítica em relação a proposta
 s - como aquelas trazidas no Plano Pena Justa - que anunciam saídas para 
 a superação dos problemas. E a produção de conhecimento científico n
 ão escapa dessa armadilha. São muitas as pesquisas sobre prisões\, mas\
 , como comenta Andreia Beatriz\, apesar das diversas e complexas as discus
 sões sobre o cárcere\, elas “sequer discutem ou buscam compreender o e
 fetivo papel que o encarceramento tem na vida das pessoas”. A aceleraç
 ão do tempo\, os sistemas de avaliação baseados em métricas de publica
 ções e o contexto mais amplo de precarização da vida impedem o surgime
 nto e permanência da criatividade no fazer cotidiano das universidades. N
 o contexto do sistema prisional\, as pesquisas\, sem poder se esquivar dos
  problemas estruturais das prisões\, se apressam em dar respostas simples
 \, visando à superação desses problemas sem\, no entanto\, tocar em sua
 s raízes. Sabemos que as condições de vida de forma ampla e das prisõe
 s de forma particular estão tão fragilizadas que\, como afirma Jackie Wa
 ng\, “é mais fácil imaginar o fim do mundo do que um mundo sem prisõe
 s”. Assim\, a construção de ciência sobre o cárcere tem ocorrido sob
  a perspectiva de uma “gestão da barbárie”\, com suas propostas de r
 eformas\, abandonando o compromisso da ciência de compreender o mundo par
 a transformá-lo. É nesse sentido que\, buscando fugir das armadilhas ref
 ormistas\, entendemos que as produções científicas no âmbito das pris
 ões devem ter como diagnóstico o seu fim\, ancorado no abolicionismo pen
 al. E\, como bem relembra Aline Passos\, falamos no plural\, pois “são 
 tantos e diversos que qualquer definição sobre abolicionismo penal que s
 e pretenda exclusiva e definitiva\, certamente\, fracassará”. Além dis
 so\, com Ruth Gilmore\, apostamos em abolicionismos que não se restringem
  à ideia de fechamento dos espaços físicos das prisões\, pois\, mais d
 o que descobrir como eliminá-las\, podemos descobrir como trabalhar com a
 s pessoas que constroem o dia a dia guiando-se por um projeto de sociedade
  no qual a liberdade possa ser realmente efetiva para todas as pessoas. En
 tão\, com o objetivo de promover um espaço de diálogo\, reflexão e art
 iculação\, a UFMG e a UFJF-GV realizarão\, nos dias 8\, 9 e 10 de abril
  de 2026\, esta primeira edição do Seminário Mineiro para um Mundo sem 
 Prisões. O encontro buscará discutir e compartilhar experiências de pro
 dução científica que mobilizem o abolicionismo penal em suas diversas a
 bordagens. O Seminário contará com a presença de pesquisadores(as)\, ex
 tensionistas\, militantes\, trabalhadores(as)\, sobreviventes do cárcere 
 e familiares de pessoas presas que têm se dedicado a produzir uma ciênci
 a abolicionista penal\, comprometida com uma crítica radical às prisões
 . Esta primeira edição terá como centro das discussões o contexto de M
 inas Gerais\, mas a participação e o envio de trabalhos de pessoas de ou
 tras regiões do país serão muito bem vindos! José Chasin certa vez afi
 rmou que “quando a esquerda não rasga horizontes\, nem infunde esperan
 ças\, a direita ocupa o espaço e draga as perspectivas: é então que a 
 barbárie se transforma em tragédia cotidiana”. Pegamos emprestado essa
  frase para afirmar que precisamos rasgar horizontes e infundir esperança
 s no que diz respeito ao sistema prisional e\, para isso\, não podemos de
 ixar o conhecimento reformista dragar nossas perspectivas de um futuro rad
 icalmente melhor.</p>
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SUMMARY:I Seminário Mineiro por um Mundo sem Prisões em [ Auditorio A104
  do Cad 2]
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DESCRIPTION:O I Seminário Mineiro para um Mundo sem Prisões surge  em pa
 rceria entre a Universidade Federal de Juiz de Fora Campus Governador Vala
 dares (UFJF-GV) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)\, por meio
  dos grupos de pesquisa e extensão: Grupo Interdisciplinar de Pesquisas I
 nfantojuvenis (GIPI/UFJF-GV)\, Laboratório de Estudos sobre Trabalho\, C
 árcere e Direitos Humanos (LabTrab/UFMG)\, Grupo de Pesquisa Ciências Cr
 iminais e Economia Política (CCEP/UFJF-GV) e Núcleo Interdisciplinar Soc
 iedade e Encarceramento (Nise/UFJF-GV). \n\n\n\nNesta primeira edição\, 
 trazemos o seguinte tema: “A radicalidade abolicionista na universidade:
  agendas de pesquisa e intervenção”. \n\n\nEm um contexto de precariza
 ção generalizada dos diversos âmbitos da vida\, questionamos sobre as p
 ossibilidades de construção de um conhecimento científico que se ancore
  na perspectiva de transformação radical da realidade. Como indica Cáss
 io Hissa\, “a desmobilização política e criativa decorre\, em grande 
 medida\, da progressiva e potente inserção das práticas e das referênc
 ias de mercado nas estruturas sociais do mundo moderno e\, também\, nas e
 struturas acadêmicas”. Na “universidade-fábrica”\, o conhecimento 
 científico é fragmentado\, comprometido com a lógica da produtividade e
  da utilidade mercadológica. Nesse contexto\, o que reina é a exaustão 
 e o incentivo a práticas de ensino\, pesquisa e extensão que\, desespera
 nçosas quanto às possibilidades reais de mudanças no mundo\, se apressa
 m para dar respostas simples e fáceis. E\, mais do que mera consequência
  desses tempos\, a produção de conhecimento científico acaba por legiti
 mar a realidade desoladora em que vivemos.\n\n \n\nEnfim\, vivemos tempos 
 de crise que constituem a “tragédia cotidiana da vida no capitalismo”
 . E\, quando pensamos no contexto prisional\, essa tragédia parece se agr
 avar\, pois\, como diz Murilo Gaulês\, “as prisões são\, simultaneame
 nte\, síntese e hipérbole do capitalismo”. Nas prisões\, a barbárie 
 é explícita: superlotação\, práticas de tortura\, alimentação insuf
 iciente e estragada\, desproteção trabalhista\, falta de acesso a saúde
 \, educação e lazer. E os impactos das prisões transbordam as grades\, 
 alcançando diretamente os trabalhadores do sistema\, as famílias e os so
 breviventes do cárcere.\n\n\n\nParece senso comum que falar sobre prisõe
 s é\, ao mesmo tempo\, falar sobre propostas para resolver seus problemas
 . Nos últimos anos\, pesquisadores(as) e militantes antiprisionais têm s
 e voltado para o julgamento de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF
 ) que considerou o sistema prisional brasileiro como Estado de Coisas Inco
 nstitucional. Com isso\, reconheceu um contexto de violações sistemátic
 as e generalizadas de direitos fundamentais. A partir disso\, determinou q
 ue fosse criado\, em nível nacional e estadual\, o Plano Pena Justa\, que
  teria como objetivo superar esse contexto. O Pena Justa\, então\, carreg
 a uma promessa tão antiga quanto atual\, qual seja a de resolver os probl
 emas prisionais.\n\n\n\nSão propostas que\, apesar da aparência resoluti
 va\, se ancoram em bases que se repetem. Ao não questionarem a própria e
 xistência e manutenção das prisões\, se esforçam em propor reformas q
 ue servem\, na melhor das hipóteses\, para manter as coisas como estão. 
 A situação das prisões é tão ruim que é difícil se colocar de forma
  crítica em relação a propostas - como aquelas trazidas no Plano Pena J
 usta - que anunciam saídas para a superação dos problemas. E a produç
 ão de conhecimento científico não escapa dessa armadilha.\n\n\n\nSão m
 uitas as pesquisas sobre prisões\, mas\, como comenta Andreia Beatriz\, a
 pesar das diversas e complexas as discussões sobre o cárcere\, elas “s
 equer discutem ou buscam compreender o efetivo papel que o encarceramento 
 tem na vida das pessoas”. A aceleração do tempo\, os sistemas de avali
 ação baseados em métricas de publicações e o contexto mais amplo de p
 recarização da vida impedem o surgimento e permanência da criatividade 
 no fazer cotidiano das universidades. No contexto do sistema prisional\, a
 s pesquisas\, sem poder se esquivar dos problemas estruturais das prisões
 \, se apressam em dar respostas simples\, visando à superação desses pr
 oblemas sem\, no entanto\, tocar em suas raízes. Sabemos que as condiçõ
 es de vida de forma ampla e das prisões de forma particular estão tão f
 ragilizadas que\, como afirma Jackie Wang\, “é mais fácil imaginar o f
 im do mundo do que um mundo sem prisões”. Assim\, a construção de ci
 ência sobre o cárcere tem ocorrido sob a perspectiva de uma “gestão d
 a barbárie”\, com suas propostas de reformas\, abandonando o compromiss
 o da ciência de compreender o mundo para transformá-lo.\n\n\n\nÉ nesse 
 sentido que\, buscando fugir das armadilhas reformistas\, entendemos que a
 s produções científicas no âmbito das prisões devem ter como diagnós
 tico o seu fim\, ancorado no abolicionismo penal. E\, como bem relembra Al
 ine Passos\, falamos no plural\, pois “são tantos e diversos que qualqu
 er definição sobre abolicionismo penal que se pretenda exclusiva e defin
 itiva\, certamente\, fracassará”. Além disso\, com Ruth Gilmore\, apos
 tamos em abolicionismos que não se restringem à ideia de fechamento dos 
 espaços físicos das prisões\, pois\, mais do que descobrir como elimin
 á-las\, podemos descobrir como trabalhar com as pessoas que constroem o d
 ia a dia guiando-se por um projeto de sociedade no qual a liberdade possa 
 ser realmente efetiva para todas as pessoas.  \n\n\n\nEntão\, com o objet
 ivo de promover um espaço de diálogo\, reflexão e articulação\, a UFM
 G e a UFJF-GV realizarão\, nos dias 8\, 9 e 10 de abril de 2026\, esta pr
 imeira edição do Seminário Mineiro para um Mundo sem Prisões. O encont
 ro buscará discutir e compartilhar experiências de produção científic
 a que mobilizem o abolicionismo penal em suas diversas abordagens. \n\n\n\
 nO Seminário contará com a presença de pesquisadores(as)\, extensionist
 as\, militantes\, trabalhadores(as)\, sobreviventes do cárcere e familiar
 es de pessoas presas que têm se dedicado a produzir uma ciência abolicio
 nista penal\, comprometida com uma crítica radical às prisões.\n\nEsta 
 primeira edição terá como centro das discussões o contexto de Minas Ge
 rais\, mas a participação e o envio de trabalhos de pessoas de outras re
 giões do país serão muito bem vindos!\n\n\n\nJosé Chasin certa vez afi
 rmou que “quando a esquerda não rasga horizontes\, nem infunde esperan
 ças\, a direita ocupa o espaço e draga as perspectivas: é então que a 
 barbárie se transforma em tragédia cotidiana”. Pegamos emprestado essa
  frase para afirmar que precisamos rasgar horizontes e infundir esperança
 s no que diz respeito ao sistema prisional e\, para isso\, não podemos de
 ixar o conhecimento reformista dragar nossas perspectivas de um futuro rad
 icalmente melhor. \n\n\n\nEsperamos vocês para podermos refletir sobre co
 mo as universidades podem contribuir na construção desse futuro radicalm
 ente melhor\, de um projeto de sociedade sem prisões.
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DESCRIPTION:O I Seminário Mineiro para um Mundo sem Prisões surge  em pa
 rceria entre a Universidade Federal de Juiz de Fora Campus Governador Vala
 dares (UFJF-GV) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)\, por meio
  dos grupos de pesquisa e extensão: Grupo Interdisciplinar de Pesquisas I
 nfantojuvenis (GIPI/UFJF-GV)\, Laboratório de Estudos sobre Trabalho\, C
 árcere e Direitos Humanos (LabTrab/UFMG)\, Grupo de Pesquisa Ciências Cr
 iminais e Economia Política (CCEP/UFJF-GV) e Núcleo Interdisciplinar Soc
 iedade e Encarceramento (Nise/UFJF-GV). \n\n\n\nNesta primeira edição\, 
 trazemos o seguinte tema: “A radicalidade abolicionista na universidade:
  agendas de pesquisa e intervenção”.\n\n\n\nEm um contexto de precariz
 ação generalizada dos diversos âmbitos da vida\, questionamos sobre as 
 possibilidades de construção de um conhecimento científico que se ancor
 e na perspectiva de transformação radical da realidade. Como indica Cás
 sio Hissa\, “a desmobilização política e criativa decorre\, em grande
  medida\, da progressiva e potente inserção das práticas e das referên
 cias de mercado nas estruturas sociais do mundo moderno e\, também\, nas 
 estruturas acadêmicas”. Na “universidade-fábrica”\, o conhecimento
  científico é fragmentado\, comprometido com a lógica da produtividade 
 e da utilidade mercadológica. Nesse contexto\, o que reina é a exaustão
  e o incentivo a práticas de ensino\, pesquisa e extensão que\, desesper
 ançosas quanto às possibilidades reais de mudanças no mundo\, se apress
 am para dar respostas simples e fáceis. E\, mais do que mera consequênci
 a desses tempos\, a produção de conhecimento científico acaba por legit
 imar a realidade desoladora em que vivemos.\n\n \n\nEnfim\, vivemos tempos
  de crise que constituem a “tragédia cotidiana da vida no capitalismo
 ”. E\, quando pensamos no contexto prisional\, essa tragédia parece se 
 agravar\, pois\, como diz Murilo Gaulês\, “as prisões são\, simultane
 amente\, síntese e hipérbole do capitalismo”. Nas prisões\, a barbár
 ie é explícita: superlotação\, práticas de tortura\, alimentação in
 suficiente e estragada\, desproteção trabalhista\, falta de acesso a sa
 úde\, educação e lazer. E os impactos das prisões transbordam as grade
 s\, alcançando diretamente os trabalhadores do sistema\, as famílias e o
 s sobreviventes do cárcere.\n\n\n\nParece senso comum que falar sobre pri
 sões é\, ao mesmo tempo\, falar sobre propostas para resolver seus probl
 emas. Nos últimos anos\, pesquisadores(as) e militantes antiprisionais t
 êm se voltado para o julgamento de uma ação no Supremo Tribunal Federal
  (STF) que considerou o sistema prisional brasileiro como Estado de Coisas
  Inconstitucional. Com isso\, reconheceu um contexto de violações sistem
 áticas e generalizadas de direitos fundamentais. A partir disso\, determi
 nou que fosse criado\, em nível nacional e estadual\, o Plano Pena Justa\
 , que teria como objetivo superar esse contexto. O Pena Justa\, então\, c
 arrega uma promessa tão antiga quanto atual\, qual seja a de resolver os 
 problemas prisionais.\n\n\n\nSão propostas que\, apesar da aparência res
 olutiva\, se ancoram em bases que se repetem. Ao não questionarem a próp
 ria existência e manutenção das prisões\, se esforçam em propor refor
 mas que servem\, na melhor das hipóteses\, para manter as coisas como est
 ão. A situação das prisões é tão ruim que é difícil se colocar de 
 forma crítica em relação a propostas - como aquelas trazidas no Plano P
 ena Justa - que anunciam saídas para a superação dos problemas. E a pro
 dução de conhecimento científico não escapa dessa armadilha.\n\n\n\nS
 ão muitas as pesquisas sobre prisões\, mas\, como comenta Andreia Beatri
 z\, apesar das diversas e complexas as discussões sobre o cárcere\, elas
  “sequer discutem ou buscam compreender o efetivo papel que o encarceram
 ento tem na vida das pessoas”. A aceleração do tempo\, os sistemas de 
 avaliação baseados em métricas de publicações e o contexto mais amplo
  de precarização da vida impedem o surgimento e permanência da criativi
 dade no fazer cotidiano das universidades. No contexto do sistema prisiona
 l\, as pesquisas\, sem poder se esquivar dos problemas estruturais das pri
 sões\, se apressam em dar respostas simples\, visando à superação dess
 es problemas sem\, no entanto\, tocar em suas raízes. Sabemos que as cond
 ições de vida de forma ampla e das prisões de forma particular estão t
 ão fragilizadas que\, como afirma Jackie Wang\, “é mais fácil imagina
 r o fim do mundo do que um mundo sem prisões”. Assim\, a construção d
 e ciência sobre o cárcere tem ocorrido sob a perspectiva de uma “gest
 ão da barbárie”\, com suas propostas de reformas\, abandonando o compr
 omisso da ciência de compreender o mundo para transformá-lo.\n\n\n\nÉ n
 esse sentido que\, buscando fugir das armadilhas reformistas\, entendemos 
 que as produções científicas no âmbito das prisões devem ter como dia
 gnóstico o seu fim\, ancorado no abolicionismo penal. E\, como bem relemb
 ra Aline Passos\, falamos no plural\, pois “são tantos e diversos que q
 ualquer definição sobre abolicionismo penal que se pretenda exclusiva e 
 definitiva\, certamente\, fracassará”. Além disso\, com Ruth Gilmore\,
  apostamos em abolicionismos que não se restringem à ideia de fechamento
  dos espaços físicos das prisões\, pois\, mais do que descobrir como el
 iminá-las\, podemos descobrir como trabalhar com as pessoas que constroem
  o dia a dia guiando-se por um projeto de sociedade no qual a liberdade po
 ssa ser realmente efetiva para todas as pessoas.  \n\n\n\nEntão\, com o o
 bjetivo de promover um espaço de diálogo\, reflexão e articulação\, a
  UFMG e a UFJF-GV realizarão\, nos dias 8\, 9 e 10 de abril de 2026\, est
 a primeira edição do Seminário Mineiro para um Mundo sem Prisões. O en
 contro buscará discutir e compartilhar experiências de produção cient
 ífica que mobilizem o abolicionismo penal em suas diversas abordagens. \n
 \n\n\nO Seminário contará com a presença de pesquisadores(as)\, extensi
 onistas\, militantes\, trabalhadores(as)\, sobreviventes do cárcere e fam
 iliares de pessoas presas que têm se dedicado a produzir uma ciência abo
 licionista penal\, comprometida com uma crítica radical às prisões.\n\n
 Esta primeira edição terá como centro das discussões o contexto de Min
 as Gerais\, mas a participação e o envio de trabalhos de pessoas de outr
 as regiões do país serão muito bem vindos!\n\n\n\nJosé Chasin certa ve
 z afirmou que “quando a esquerda não rasga horizontes\, nem infunde esp
 eranças\, a direita ocupa o espaço e draga as perspectivas: é então qu
 e a barbárie se transforma em tragédia cotidiana”. Pegamos emprestado 
 essa frase para afirmar que precisamos rasgar horizontes e infundir espera
 nças no que diz respeito ao sistema prisional e\, para isso\, não podemo
 s deixar o conhecimento reformista dragar nossas perspectivas de um futuro
  radicalmente melhor.
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SUMMARY:Aula Inaugural Aberta LAPJUS em [ Auditorio A102 do Cad 2]
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DESCRIPTION:O evento será uma aula inaugural aberta da Liga Acadêmica de
  Psicologia Social Jurídica da UFMG com a palestra da professora Laura So
 ares.
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